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A ORAÇÃO DO PAI NOSSO

Por que oramos se Deus conhece o futuro e está no controle de todas as coisas?

Poderíamos citar vários motivos que nos levam a orar: como a oração é uma forma de servirmos a Deus (Lc. 2:36-38); é uma ordenança da Palavra de Deus (1 Ts. 5: 17); e outros motivos, mas o que eu gostaria de destacar aqui, é que na oração temos comunhão com Ele.

Deus é um ser social. No Éden, todos os dias, Ele vinha conversar com o homem. Depois do pecado, foi criado um abismo que separou Deus e o homem, mas na sua infinita bondade, Seu Filho veio ao mundo, morreu pelo homem para que pudéssemos ter novamente comunhão com Ele.

Mas como podemos voltar a gozar desta comunhão como Adão tinha no Éden?

Por meio da oração.

Você só entenderá a vontade de Deus se conhecê-lo.

Já ouvi muitos casais dizerem que basta um olhar, um gesto, que o cônjuge já sabe o que o outro quer. Por que isto ocorre? Pela convivência. Quanto mais tempo de convivência, mais você conhece o outro.

Assim também é com Deus. Quanto mais tempo você conviver com Ele, melhor O conhecerá e saberá de sua vontade. Quantos são crentes a 30, 40, 50 anos, não sabem agradar a Deus e não conhecem a sua vontade. Isto significa que não oram, não convivem com Ele. Vivem dizendo-se cristãos, mas não obedecem fielmente a sua Palavra, pois passam pela vida lembrando que Deus existe apenas nos poucos momentos que estão na igreja, ou quando precisam de algo. Não convivem e não têm comunhão com Ele, não aprenderam a ouvi-lo, pois em suas vidas, Deus só deve ser lembrado para satisfazer os seus desejos. Suas orações são apenas de monólogos, onde só um lado fala.

Quando o plano de Deus foi criado, após a queda do homem, para que a comunhão perdida fosse restabelecida, era para que esse homem pudesse conviver com Ele, conversar e principalmente, ouvi-lo falar.

Sabendo disso, Jesus, no Sermão da Montanha em Mateus 6: 6-13, deu uma pausa para nos ensina a orar.

Primeiro Ele diz que não devemos fazer da oração algo repetitivo automaticamente. Quando Ele diz que não devemos usar de vãs repetições, está nos ensinando que devemos pensar no que estamos orando. Não é para repetirmos sem saber do que se trata. A ênfase aqui é na palavra: vãs.

Mesmo Jesus ensinando isso, com o passar dos séculos, a oração mais poderosa da Bíblia foi desvirtuada, pois a transformaram em uma reza. "Repita-a tantas vezes que seus pecados serão perdoados", como um mantra. Mas, podemos afirmar categoricamente que não é assim que conseguiremos ter comunhão com Deus.

E ao meditarmos nos ensinos de Jesus sobre como devemos orar, descobrimos algo fascinante nesta oração, que nós, infelizmente não aprendemos, e oramos muitas vezes de modo errado, colocando nossos problemas em primeiro lugar, como se fossemos o centro do universo.

Antes de continuarmos este estudo sobre a Oração do Pai Nosso, gostaria de convidar a todos os leitores a lerem Mateus 6: 9-13

9. Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
11. O pão nosso de cada dia nos dá hoje;
12. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;
13. E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.

No próximo mês vamos estudar cada frase desta oração tão poderosa ensinada pelo Mestre dos mestres, Jesus Cristo.

Por Pr. Miquéias Vieira Lemes

Última modificação em Quarta, 16 Outubro 2013 19:01
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